14 de março de 2017 O presidente do conselho de administração da Sakthi Portugal, na Maia, admitiu hoje a ocorrência em novembro passado de um caso de “doença dos legionários” num colaborador da empresa e a deteção em fevereiro daquela bactéria numa torre de refrigeração. Em declarações aos jornalistas na sequência da revelação, ontem, pela Direção-Geral de Saúde (DGS), de um caso confirmado de “doença dos legionários” numa fábrica na Maia, Jorge Feshc disse que a doença do colaborador – provocada pela bactéria legionella pneumophila – foi diagnosticada pela equipa médica da empresa em novembro, estando o trabalhador neste momento «recuperado». Desde então, assegurou, a empresa «reforçou» os procedimentos que já vinha cumprindo «há muito tempo» para «prevenir várias eventualidades», mas as análises efetuadas «por empresas acreditadas» às várias torres de refrigeração sempre se revelaram negativas, não tendo o caso sido reportado à DGS ou à Inspeção-Geral do Ambiente. «Não tratámos com nenhuma autoridade especificamente, foram procedimentos internos da empresa», afirmou o administrador, assegurando que a empresa «é toda ela certificada em variadíssimos domínios, nomeadamente no ambiente, e portanto tomou sempre as medidas que preservam o ambiente de acordo com as recomendações da legislação em vigor e até das recomendações internacionais», citou a “Lusa”. De acordo com Jorge Feshc, a Sakthi foi abordada pela DGS em fevereiro passado para «aprofundar» a situação – da qual terá sido notificada pelo hospital para onde foi encaminhado, em novembro, o trabalhador – tendo sido uma das análises entretanto efetuadas diretamente por este organismo que detetou a existência da bactéria numa das torres da refrigeração da empresa. |