
(O Netfarma desafiou os dois candidatos anunciados, até ao momento, às próximas eleições da ANF para escreverem um artigo de opinião, no qual detalhem os motivos da candidatura e aqueles que julgam ser os pontos fortes da sua proposta. Os artigos serão publicados pela ordem em que foram remetidos à nossa redação).
Nuno Vasco Lopes: Todos pela Farmácia, com rigor e confiança no futuro
É com orgulho e entusiasmo que me candidato a Presidente da ANF nas eleições agendadas para o dia 29 de Maio.
Estou ligado ao sector e particularmente à nossa Associação em trabalho intenso e próximo com muitos dos atuais e anteriores dirigentes associativos, há mais de duas décadas.
Frequentei a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa de 1993 a 1999. Fui nesse tempo dirigente estudantil. Concluído o curso, ingressei na Ordem dos Farmacêuticos, onde tive o privilégio de trabalhar com os Bastonários João Silveira e Aranda da Silva.
Foram tempos de dedicada proximidade ao desenvolvimento da profissão, da elaboração dos estatutos da nossa associação profissional, ainda atuais, e onde pude observar e partilhar de perto uma nova visão da profissão farmacêutica, permitindo-me destacar e simbolizar nesse propósito o nosso saudoso colega Francisco Guerreiro Gomes.
Mais tarde, em 2003, cumpri o meu sonho de ser proprietário de Farmácia.
Em 2004, com 29 anos, tive a oportunidade e o orgulho de integrar a Direcção da ANF, onde atualmente sou vice-presidente. Assumi esta missão com enorme sentido de responsabilidade, tendo acompanhado desde início o pelouro associativo.
Ao longo destes anos acompanhei praticamente todas as alterações regulamentares do sector, a crise que assolou as Farmácias e os enormes desafios que tivemos de enfrentar na estruturação do nosso universo empresarial.
Assumi responsabilidades na Alliance Healthcare em 2005. Nessa altura, conseguimos, de forma coletiva, liderar a transformação do sector e ajudar a ultrapassar a maior crise económico-financeira da história recente das Farmácias.
Em 2015, já na Glintt, onde atualmente exerço o cargo de Presidente da Comissão Executiva, levámos a cabo uma profunda restruturação da empresa, que hoje lhe confere uma solidez e reputação ímpares no mercado das Tecnologias de Informação, particularmente na área da Saúde.
Sem falsas modéstias, posso afirmar que conheço muito bem o sector, do ponto de vista profissional, associativo e empresarial.
Ao longo dos anos, percorri milhares de quilómetros, de Norte a Sul do País, em visitas regulares às Farmácias e dialoguei com muitos dos proprietários de Farmácia, no Continente e nas Regiões Autónomas. Os farmacêuticos conhecem-me e sabem a capacidade transformadora e de entrega que dedico à causa associativa.
E porque sou farmacêutico, porque sou proprietário de Farmácia e tenho a experiência suficiente, tenho o dever de assumir a responsabilidade de liderar uma candidatura às próximas eleições da ANF.
Encaro este desafio com total confiança no futuro, assente na valiosa experiência associativa e profissional de cada um dos elementos que integra a lista que se apresenta a estas eleições.
A capacidade agregadora que lhes é reconhecida dá-nos a garantia absoluta de que o exercício dos seus cargos se pautará pelo máximo respeito pelo interesse coletivo das farmácias.
Connosco, não há, nem haverá, eles e nós, o debate será sempre livre, elevado e democrático.
São as pessoas certas numa equipa representativa da nossa diversidade associativa e com a missão de continuar a reforçar o papel-chave das Farmácias, como a rede de cuidados de saúde mais próxima das pessoas.
Estou absolutamente convicto que reunimos as competências indispensáveis a uma ANF que dê suporte ao desenvolvimento e intervenção das Farmácias e que as prepare para os exigentes desafios futuros.
A ANF é a instituição que representa um dos sectores essenciais da sociedade portuguesa, e que hoje mantém ligações fortes e estáveis com muitas outras instituições, entidades e pessoas.
As relações sólidas com o poder político, com outras associações profissionais, empresariais, académicas e da sociedade civil devem ser reforçadas e consolidadas nos próximos anos.
É fundamental criar, todos os dias, o ambiente favorável para o desenvolvimento sustentável da Farmácia e definir uma estratégia que permita valorizar o papel do Farmacêutico.
Uma estratégia que pode e deve ser alavancada no trabalho desenvolvido pelas nossas equipas durante esta crise pandémica da Covid-19, crise que reforçou a intervenção da Farmácia enquanto elemento essencial na sociedade em geral e na saúde dos portugueses em particular.
Vivemos um momento de profunda disrupção em muitos sectores da nossa vida coletiva.
Naturalmente, a Saúde e a Farmácia não são imunes aos muitos e novos desafios que se perfilam no horizonte.
Temos de reforçar a relação com o Estado na procura de soluções para os novos desafios.
Temos de assumir o nosso espaço no cenário nacional de assistência à população.
Temos de unir o sector em torno de uma visão comum, mas proporcionar condições para a iniciativa individual de cada Farmácia.
Temos de garantir que o modelo de atividade que existe é aquele que proporciona maior rentabilidade para cada uma das Farmácias.
Temos de colocar a tecnologia ao serviço da nossa atividade e como alavanca de negócio no contacto com os clientes.
Temos, por fim, de ser capazes de incorporar inovação de forma rápida e sustentável na nossa atividade diária.
Estes são alguns dos temas aos quais responderemos com uma ANF forte, pautada pelo compromisso com as Farmácias e pelo rigor na sua gestão.
Como antes, em muitas outras circunstâncias da nossa vida associativa, o nosso sucesso como Farmácias será mais fácil de garantir se estivermos unidos.
Temos de continuar a investir nas relações com todos aqueles que, dentro e fora do sector, sejam essenciais à valorização da Farmácia e dos seus profissionais.
Apresento-me às eleições da ANF com uma enorme confiança no futuro.
Acredito que com rigor na gestão, transparência na relação com os associados e foco numa Farmácia em linha com a modernidade, estaremos mais perto de atingir os nossos objetivos.
Só assim seremos capazes de aumentar a rentabilidade do nosso negócio, melhorar o nosso serviço aos portugueses e garantir à Farmácia maior protagonismo no sistema de saúde.
Vamos fazê-lo com o máximo de rigor, estabilidade e segurança.
Acredito que temos estas competências e estou otimista quanto ao sucesso das nossas Farmácias.
Por isso, conto com todas as Farmácias, os seus proprietários e as suas equipas.
Todos pela Farmácia!
Contem comigo também!
Nuno Vasco Lopes